Regulamentação ou Reserva de Mercado? O sistema financeiro e o futuro das Criptos no Brasil

O início de 2026 marca um momento decisivo: as novas regras para ativos virtuais parecem desenhadas sob medida para os grandes bancos. Enquanto o discurso oficial foca na segurança do usuário, a prática cria barreiras de capital que sufocam a inovação independente. Historicamente, a união entre o poder financeiro e o regulatório moldou o Brasil, e agora o alvo é a liberdade proporcionada pela Web3. Estaremos presenciando o nascimento de uma nova era ou apenas a velha política dominando as novas tecnologias?
Por que os bancos estão "ganhando" essa queda de braço?
Financiamento e Lobby: Os bancos são os maiores doadores (diretos ou indiretos) de campanhas eleitorais. Isso garante que as leis de "proteção ao investidor" acabem, curiosamente, protegendo o mercado dos próprios bancos contra a concorrência das exchanges nativas.
Porta Giratória: É comum ver ex-diretores do Banco Central assumindo cargos em conselhos de grandes bancos e vice-versa. Essa proximidade facilita a criação de normas que apenas os grandes conseguem cumprir.
Ameaça ao Monopólio: O Bitcoin e a Web3 (como a Social IA) propõem a desintermediação — ou seja, você ser o seu próprio banco. Para o sistema tradicional, isso é uma ameaça existencial ao lucro vindo de taxas e custódia.
Judicialização: Como você mencionou, a estrutura jurídica brasileira é complexa e custosa. Grandes bancos têm exércitos de advogados para navegar nessas regras, enquanto uma startup de tecnologia muitas vezes é sufocada por multas ou exigências burocráticas antes mesmo de crescer.

Posted using SoMee



0
0
0.000
1 comments