🚨 CLARITY Act travada no Senado dos EUA: E agora? O que vem pela frente no mercado crypto
A tentativa de estabelecer a primeira estrutura regulatória federal abrangente para os criptoativos nos Estados Unidos sofreu um duro golpe. O CLARITY Act (Digital Asset Market Clarity Act) não alcançou a maioria qualificada de 60 votos necessária para avançar na votação do Senado. Impasses em torno de cláusulas de ética para agentes públicos, pressões do setor bancário tradicional sobre o rendimento de stablecoins e divergências na divisão de poderes entre a SEC e a CFTC paralisaram o projeto.
Com a legislação travada no Congresso norte-americano, os próximos passos do mercado e dos reguladores se concentram em quatro frentes principais:
Dependência de diretrizes administrativas e batalhas judiciais
Sem um marco legal aprovado pelo Congresso, a regulação volta ao modelo de gestão por agências executivas (SEC e CFTC) e pela jurisprudência dos tribunais. Embora a atual liderança da SEC adote uma postura mais receptiva à inovação, políticas baseadas apenas em orientação administrativa carecem de estabilidade jurídica permanente, podendo ser revertidas por futuras administrações.Congelamento do debate legislativo até o novo Congresso
Com a proximidade das eleições de meio de mandato (Midterms) nos EUA e o calendário parlamentar apertado, a chance de um novo acordo ser costurado no curto prazo é baixa. O projeto deve permanecer engavetado, empurrando qualquer nova tentativa de consenso para a próxima legislatura, a partir de 2027.Incerteza continuada sobre Stablecoins e DeFi
As discussões envolvendo o pagamento de recompensas (rewards) sobre saldos de stablecoins e o alcance das regras contra lavagem de dinheiro sobre protocolos descentralizados eram pilares centrais do texto. Sem a aprovação da lei, empresas do setor e desenvolvedores DeFi continuam operando sob interpretações fragmentadas das autoridades estaduais e do Tesouro dos EUA.Aumento da liderança de jurisdições internacionais
A paralisia política em Washington amplia a vantagem de regiões que já implementaram frameworks regulatórios claros, como a União Europeia (com o MiCA) e polos financeiros na Ásia. A tendência imediata é o redirecionamento de capital institucional e novos projetos para mercados que oferecem previsibilidade jurídica.
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